Revisado em 19/11/10
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Material (txt, croqui, fotos) disponibilizado pelos autores.
CURUCACA
Txt: Edemilson Padilha (Ed) & Valdesir Machado (Val)
Em 2005, já estávamos saturados de escalar nos três setores principais de São Luis do Purunã e buscávamos novos ares. Eu e minha esposa Ana Luiza partimos para uma varredura pela parte inferior das paredes, cruzando estradinhas e fazendas até que avistamos umas faixas boas de rocha cortando o verde da escarpa que forma um imenso degrau. No mesmo ano, eu (Ed) e o Val, conseguimos acessar as paredes pela sua parte superior, conquistamos uma via em móvel e não vislumbramos muitas possibilidades de abertura de vias, pelo menos no nosso estilo...
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Em 2006 estávamos muito mais cansados de tanto escalar no Setor 3 e resolvemos dar mais uma olhada no futuro Setor Curucaca; levamos o Kavamura (uns dias antes de mais uma de suas viagens...), porque nós não tínhamos muita manha de escalada esportiva. Divisamos algumas linhas possíveis, montamos uns tops e a coisa começou a se desenrolar. O mais engraçado é que nós sempre nos dedicamos à escalada tradicional e à medida que íamos chapeleteando as linhas, imaginávamos que poderíamos encadená-las, porém foram saindo as vias, uma após a outra, uma mais dura que a outra e nada de cadena... E fomos intensificando nosso treinamento e nada... Então, pedimos ajuda para os universitários, ou melhor para os esportivos. Moleza, Poder e Lucas. Estes foram nossos companheiros na empreitada; a cada via aberta, era uma batalha para ver quem encadenaria antes. E eles nos mostraram o lado da escalada esportiva que ainda não conhecíamos, da estratégia para a cadena, da escalada sem fita de auto na cadeirinha e sem milhares de friends.
Da busca por pontos de descanso no meio das vias, das costuras pré-colocadas, da apnéia...(esta eu nunca tinha ouvido falar, é coisa do Poder). Foi muito legal, pudemos compartilhar nossas experiências de escalada tradicional com a deles da esportiva, eles aprenderam a escalar com friends e nós sem friends. E as vias foram sendo encadenadas, 9a, 9b, 9c, e quem sabe o que vem pela frente.
E esta é a história do Setor Curucaca, em São Luis do Purunã, no município de Balsa Nova, PR. Um setor que surgiu em 6 meses de muito trabalho, que conta com 27 vias, a maioria de escalada esportiva, com algumas em móvel ou mistas. Atualmente é o setor com a maior concentração de nonos graus do estado, algumas boulderísticas, outras de mais de 30 metros.
Agradecimentos à Conquista, Snake e Território pelo apoio.
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COMO CHEGAR

EQUIPO
Expressas para as esportivas e um jogo de friends para as vias móveis e mistas. Levar algumas costuras longas (60cm).
CAMPING
É possível acampar no Rancho Ventania (falar com Ralf). (http://www.ranchoventania.com.br/). Eles têm um alojamento também, com preços muito atrativos (R$ 15,00), e chalés.

COMIDA/ÁGUA
Gelada na base.
SOL/SOMBRA
Depois do almoço é melhor para escalar (no verão), pois não bate sol. Chuva: é possível escalar com chuva quase todas as vias, devido à negatividade das paredes.

Médias e registros mensais de 2009, Balsa Nova. Fonte: weather.com
ROCHA
Arenito/conglomerado.
CROQUIS

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PUBLICAÇÕES
Revista HEADWALL, 07 - 2003
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